Thursday, April 27, 2006

Foi com um misto de pena e alegria, que constatei que o nosso amado Bispo, D.António Marto havia sido destacado para a diocese de Leiria-Fátima. Os rumores, já pairavam sobre nós desde que D.Serafim Feerreira e Silva, havia completado 75 anos. A redação deste blog, deseja as maiores felicidades a D.António e esperamos que o futuro Bispo da nossa diocese continue a desenvolver o trabalho por ele iniciado. Muito obrigado a D.António, ao Padre Nuno Almeida, a Monsenhor Sílvio (uma das pessoas mais alegres que já conheci) e claro está a todos os membros que composeram esta cúria episcopal nos últimos 2 anos.
Com amizade,
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Quem será o Novo Bispo de Viseu? Tal como habitualmente, já correm rumores sobre o sucessor de D.António Marto. Um dos mais revelantes, menciona o Padre Ilídio, que juntamente com D.Carlos Azevedo têm fortes possibilidades de sucesseder ao trono de Remissol (Bispo de Viseu entre (572-585))
Também há quem diga, que depois de Bispo de Fátima, D.António se tornará Cardeal Patriarca ou irá para o Vaticano... Mas rumores são rumores, e não lhes devemos dar muita importancia...
Rafael Almeida

Lista de bispos de Viseu:
01. Remissol (572-585)02. Sunila (585-589)03. Gundemaro (610)04. Lauso (633)05. António (I) (636)06. Firmo, Farno ou Fárnio (638, 646)07. Vadila (653, 656; vaga entre 665 e 680)08. Reparato (681, 683)09. Viliefonso, Vilcifonso (688)10. Teofredo ou Teodofredo (693)11. Teodomiro (876?-905)12. Gundemiro (905)13. Anserico ou Sabarico (922)14. Salomão (928, 931)15. Dulcídio (937, 943, 951)16. Hermenegildo (961, 968)17. Iquiliano (974, 981; vaga entre c. 990 e 1020)18. Gomes (1020-1050)19. Sisnando (?-1064)20. Maurício (1102)21. Teotónio (1112), padroeiro da cidade e da diocese viseense22. Odório (1147-1166)23. Gonçalo (I) (1166-1169)24. Marcos (1170)25. Godinho Soares (1171-1176)26. João (I) Pires (1179-1192)27. Nicolau (1192-1213)28. Fernando (I) Raimundes (1213-1214)29. Bartolomeu (1215-1222)30. Gil (1223-1248?)31. Pedro (I) Gonçalves (1249-1253)32. Mateus (1254-1268; transferido para a diocese de Coimbra, vagando a de Viseu; regressa a esta entre 1275-1287)33. Egas (1289-1313)34. Martinho (1313-1323)35. Gonçalo (II) (1323-1328)36. Miguel (I) Vivas (1329-1332)37. João (II) Homem (1333-1362)38. Gonçalo (III) de Figueiredo (1365-1375)39. João (III) Martins (1378?)40. Pedro (II) Lourenço (-1385)41. João (IV) Pires (1385-1391)42. João (V) Homem (1392-1425)43. Frei João (VI) de Évora (1426)44. Garcia de Menezes (1426-1430)45. Luís (I) do Amaral (1431-1438)46. Luís (II) Coutinho (1439-1444)47. João (VII) Vicente (1444-1463)48. João (VIII) Gomes de Abreu (1464-1482)49. Fernando (II) Gonçalves de Miranda (1484-1505)50. Diogo Ortiz de Vilhena (1505-1519)51. Infante D. Afonso de Portugal (1519-1523)52. Frei João (IX) de Chaves (1524-1525)53. Cardeal Miguel (II) da Silva (1526-1547)54. Cardeal Alexandre Farnésio (1547-1552), comendatário da diocese55. Gonçalo (IV) Pinheiro (1553-1567)56. Jorge de Ataíde (1568-1578)57. Miguel (III) de Castro (1579-1586)58. Nuno de Noronha (1586-1594), também bispo da Guarda59. Frei António (II) de Sousa, O.P. (1594-1597)60. João (X) de Bragança (1599-1609)61. João (XI) Manuel (1610-1625)62. Frei João (XII) de Portugal (1626-1629)63. Bernardino de Sena, O.F.M. (1630-1633)64. Miguel (IV) de Castro (1633-1634)65. Dinis de Mello e Castro (1636-1639)66. Manuel de Saldanha (1669-1671)67. João (XIII) de Mello (1673-1684)68. Richard Russell (1685-1693)69. Jerónimo Soares (1694-1720)70. Júlio Francisco de Oliveira (1740-1765)71. Frei José (I) do Menino Jesus, O.C.D. (1783-1791)72. Francisco (I) Monteiro Pereira de Azevedo (1792-1819)73. Francisco (II) Alexandre Lobo (1819-1844)74. José (II) Joaquim de Azevedo e Moura (1845-1856)75. José (III) Manuel de Lemos (1856-1858), também bispo de Coimbra76. José (IV) Xavier da Cerveira e Sousa (1859-1862)77. António (III) Alves Martins, O.F.M. (1862-1882)78. José (V) Dias Correia de Carvalho (1883-1911)79. António (IV) Alves Ferreira dos Santos (1911-1927)80. José (VI) da Cruz Moreira Pinto (1928-1964)81. José (VII) Pedro da Silva (1965-1988)82. António (V) Ramos Monteiro, O.F.M. (1988-2004)83. António (VI) Augusto dos Santos Marto (2004-2006, transferido para Leiria Fátima)D.?????(2006-????)

Mensagem de D.António Marto à Diocese de Leiria-Fátima

SAUDAÇÃO À DIOCESE DE LEIRIA-FÁTIMA
Servidor da Alegria do Evangelho
O Santo Padre Bento XVI escolheu este vosso irmão, “simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”, para bispo da diocese de Leiria-Fátima. Foi com total surpresa que recebi a nomeação, como vontade expressa do Santo Padre. Estava completamente fora de toda a minha previsão, uma vez que apenas há dois anos fui nomeado bispo de Viseu. Agradeço ao Santo Padre a prova de confiança na minha pessoa e testemunho-lhe o meu afecto filial.Não posso esconder-vos que a aceitação da nomeação me custou alguma dor, pois como bispo de Viseu amei e amo esta Igreja particular. Agora é-me pedido dedicar-me totalmente a vós. É uma mudança que aceito e vivo na fé, em obediência à vontade do Senhor – que conduz a história segundo o Seu misterioso desígnio salvífico – e com a disponibilidade tão belamente formulada por S. João Crisóstomo: “Senhor, seja feita a vossa vontade; não o que quer este ou aquele, mas o que Vós quereis que eu faça… Se Ele quer que eu permaneça aqui, fico-lhe agradecido; se me chama para qualquer outro lado, sempre lhe darei graças” (Ofício de Leitura).Como Abraão vou para onde Deus me chama, para vos amar com todo o coração, com a inteligência e o afecto, com a fé e a caridade. Vou pois para junto de vós com muita serenidade, com humildade e alegria, na consciência dos meus limites e na confiança incondicional em Deus, para associar a minha vida à vossa e convosco caminhar na fé ao serviço da alegria do Evangelho, segundo o lema do meu ministério episcopal: “Servidores da vossa alegria” (2 Cor 1, 24). Quero continuar a realizar este ministério como sempre “com alegria e não gemendo” (Heb 13, 17).De imediato, tenho, diante de mim, como tarefa prioritária conhecer a venerável Igreja diocesana de Leiria-Fátima - que se torna também a minha Igreja – com a sua fisionomia cultural e espiritual própria. Estou certo de que me ajudareis porque nada há de mais precioso que o conhecimento mútuo no diálogo e na transparência.2 – Uma saudação para todosHoje quero dirigir-vos uma primeira palavra de saudação:Salvé, querida diocese de Leiria-Fátima! Eu te saúdo com todo o afecto e no amor de Jesus Cristo! Saúdo-vos a todos com as palavras do Apóstolo Paulo aos Romanos: “Desejo ardentemente ver-vos para vos comunicar algum dom espiritual a fim de que sejais reconfortados; ou melhor, para me reconfortar convosco e entre vós, mediante a fé que temos em comum, vós e eu” (Rom.1,11).A minha saudação quer entrar em cada casa das aldeias, vilas e cidades da nossa Diocese e chegar a todos aqueles que o Senhor me confiou. Ela quer chegar a cada família, em especial àquelas que vivem qualquer tipo de dificuldade; exprime-se num simples “olá, amiguito(a)” dirigido a cada criança; manifesta-se como disponibilidade para a escuta e companhia para todos os jovens; torna-se encorajamento e partilha de responsabilidade para os adultos; faz-se veneração afectuosa para os idosos, proximidade a cada doente, amor preferencial a cada pessoa pobre, humilhada ou portadora de deficiência; ressoa como convite respeitoso, discreto e dialogante a todos os homens e mulheres de boa vontade que não partilham a mesma fé.Ninguém é estranho a esta saudação. Ninguém se sinta excluído do amor e do afecto que ela exprime e comunica. Gostaria que todos soubessem que, no amor do Senhor Jesus, amo e procurarei amar até ao fim esta Igreja que Ele me confiou, todos aqueles que a constituem e toda a pessoa que vive no seu território.A minha primeira saudação particular vai para o meu caro amigo e predecessor, Senhor D. Serafim de Sousa Ferreira e Silva que tanto bem fez no seu ministério entre vós. Saúdo-o com fraternal e grato afecto. Sei que poderei usufruir dos frutos da sua competência, da sua fé e da sua generosidade e do conforto do seu conselho. Que o Senhor o conserve muitos anos entre nós!Desejo endereçar uma saudação de particular afecto ao Mons. Vigário Geral, ao Mons. Reitor do Santuário de Fátima, ao Il.mo Cabido, a todos os sacerdotes, aos religiosos e religiosas, aos institutos seculares, aos seminaristas, às paróquias, aos grupos e movimentos laicais. Ninguém estranhará que o bispo reserve uma palavra especial para os seus padres, os seus mais próximos colaboradores, com quem forma um só Presbitério. A todos e a cada um de vós, pois, meus caríssimos irmãos no único sacerdócio de Cristo, quero manifestar a minha especial estima e o meu profundo reconhecimento pela fadiga apostólica com que exerceis o vosso ministério. A vós dirijo uma palavra de encorajamento e de confiança no meio dos inevitáveis cansaços e dificuldades.Saúdo também cordialmente, e com toda a deferência, as excelentíssimas autoridades civis, militares, académicas e administrativas, que representam todos os cidadãos do território da Diocese, com o voto de uma leal e generosa colaboração.3 – Sob a protecção de Nossa Senhora Asseguro-vos que, desde já, estais todos na minha oração. Peço também a todos vós a ajuda da oração e o acolhimento profundo da fé e do coração. Convosco confio a Diocese e a minha missão pastoral à protecção da Virgem Maria e ao seu amor materno, de quem sou profunda e ternamente devoto, tão venerada sob a invocação de Nossa Senhora de Fátima, Padroeira da Diocese. «A Senhora mais brilhante do que o sol», com a sua mensagem de compaixão, de consolação e de esperança, convida-nos e convoca-nos à contemplação da Beleza do Amor entranhado e misericordioso de Deus pela humanidade «que anseia por erguer-se do abismo». Por sua intercessão, o Senhor nos conceda uma verdadeira comunhão de pensamento, de olhar, de intenções e de metas. “De resto, irmãos, vivei na alegria, tendei à perfeição, animai-vos mutuamente, tende os mesmos sentimentos, vivei em paz. E o Deus do amor e da paz estará convosco” (2Cor. 13,11).A todos abençoo no Senhor, com imenso afecto!
O vosso irmão bispo,
+ António Marto

Nota Pastoral - Saída de Viseu

Caros diocesanos,
Irmãos e Irmãs no Senhor:
Os caminhos da vida estão cheios de imprevistos e de surpresas. Quando há dois anos – precisamente neste dia 22 de Abril – fui nomeado bispo de Viseu, estava bem longe de toda a minha previsão que vos haveria de deixar tão cedo. Hoje é tornada pública a minha nomeação pelo Santo Padre para bispo de Leiria-Fátima.Foi com total surpresa que recebi a nomeação, tendo-me sido comunicado directamente do Vaticano que tal era a vontade expressa do Santo Padre. É uma mudança que aceito e vivo na fé, em obediência à vontade do Senhor que conduz a história segundo os Seus misteriosos desígnios, e com a disponibilidade própria do ministério do bispo para servir a Igreja universal onde for preciso. Peço-vos que compreendais e aceiteis esta nomeação com a maturidade e a serenidade da fé, conscientes de que é o Senhor Jesus quem conduz a Igreja através deste bispo ou doutro. Não vos posso esconder a dor da separação. No meio de vós fiz-me próximo e íntimo às vossas alegrias e aos vossos sofrimentos, às vossas esperanças e fadigas. Amei-vos e amo-vos com amor de pai espiritual e de irmão em humanidade e na fé. De vós recebi a abertura de coração, o acolhimento caloroso, a colaboração generosa, o conforto da vossa fé, da vossa amizade e da vossa bondade. Se a separação de todos vós é o que mais me custa, sei que o Senhor ouvirá o pedido que lhe faço: que o meu coração se dilate e os novos irmãos entrem nele, de pleno direito, sem que saiam os que já lá estão. É um milagre que só a Graça do Senhor sabe e pode fazer e realmente faz.Entretanto, ainda ficarei mais algum tempo convosco como Administrador Apostólico da diocese com plenos poderes. Continuaremos a trabalhar juntos, com a mesma alegria e o mesmo entusiasmo.Esperamos que até ao fim do Ano Pastoral seja nomeado o novo bispo. Acolhei-o com alegria, com o mesmo espírito de fé, de disponibilidade, de colaboração, de partilha, de apoio, de perdão e de paciência que tivestes para comigo.A todos abençoo no Senhor, com imenso afecto,
Viseu, 22 de Abril de 2006
+ António Marto